Loja da Dorsal Atlântica - CD Canudos - como impresso

CD Canudos - como impresso

R$ 40,00
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Canudos, o décimo trabalho de estúdio da Dorsal, lançado em novembro de 2017 foi gravado em junho no estúdio Superfuzz no Rio de Janeiro, com os músicos Carlos Lopes (vocais e guitarras), Cláudio Lopes (baixo) e Américo Mortágua (bateria).

Gravado ao vivo no estúdio e sem ensaios, Canudos é a ópera mais política já escrita pela banda. O CD apresenta um novo estilo de rock pesado, que mescla a tradição musical do grupo com o movimento armorial do escritor Ariano Suassuna.

Uma guitarra Flying-V baiana foi desenhada por Carlos Lopes para gravar o disco. Nomeada pelo músico de Matadeira, é o mesmo nome do canhão Withworth 32 que atirava balas de 13 quilos nos Canudenses.

A capa, sem o nome da banda e do disco, representa o massacre que se comete contra o povo, as mentiras da imprensa, a elite alienada e a falta de conhecimento da própria história que leva a população a repetir os mesmos erros.

Composições:

CANUDOS / BELO MONTE / NÃO TEMOS NADA A TEMER / O MINUTO ANTES DA BATALHA / CARPIDEIRAS / A CONSELHEIRA / SONHO ACABADO / COCOROBÓ / ARAÇÁ DO PEITO AZUL DE LEAR / GRAVATA VERMELHA / LIBERDADE / FAVELA / ORDEM E PROGRESSO

Temática de CANUDOS:

CANUDOS foi o grande assunto nacional entre os anos de 1896 e 1897 do século XIX. Uma cidade de excluídos sociais erguida no interior da Bahia sob o comando do religioso Antonio Conselheiro. Os jornais das capitais falsamente alardeavam que Conselheiro recusava-se a aceitar o novo regime republicano - há meia década no poder - e que insuflava seus seguidores a não aceitarem as novas leis que seriam contra Deus. Pelos raivosos textos da imprensa parcial, Antonio seria apenas um ignorante monarquista que preferia Deus à modernidade. O Conselheiro percebia que a mudança de regime, a troca de líderes, em nada melhoraria a vida do povo. A República havia sido imposta pelos militares sem o conhecimento ou aprovação do próprio povo!